ESPETÁCULO “A LOUCURA QUE ILUMINA” LEVA REFLEXÃO E ARTE AO CAPS II NO DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

O espetáculo propõe uma reflexão sensível sobre os impactos do preconceito, além de valorizar a arte como ferramenta de inclusão e expressão da subjetividade.

ESPETÁCULO “A LOUCURA QUE ILUMINA” LEVA REFLEXÃO E ARTE AO CAPS II NO DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

No dia 18 de maio (segunda-feira), às 14h, o Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) recebe a apresentação do espetáculo teatral “A loucura que ilumina”, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A atividade é gratuita e aberta ao público, na Rua Maneco Pereira, 570 – Centro.

A proposta do evento nasce da urgência de dar visibilidade às vozes historicamente silenciadas pela exclusão social e pelos preconceitos que ainda cercam os transtornos mentais, especialmente a esquizofrenia. Por meio da linguagem teatral, a montagem transforma o palco em um espaço de escuta, empatia e reflexão, convidando o público a repensar estigmas e ampliar o olhar sobre a diversidade humana.

Inspirado nas trajetórias de figuras reais como Arthur Bispo do Rosário, José Datrino, o “Profeta Gentileza” e Estamira, o espetáculo evidencia a potência criativa, espiritual e crítica de indivíduos que, apesar de marginalizados, deixaram legados marcantes. Suas histórias desafiam as fronteiras entre loucura e lucidez, arte e delírio, revelando a profundidade de suas experiências e expressões.

A iniciativa reforça a importância do Dia da Luta Antimanicomial, data que simboliza a defesa dos direitos das pessoas em sofrimento mental e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.

Antes da apresentação oficial, o projeto realizou duas ações com leituras dramáticas do espetáculo: no dia 17 de abril, com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da E.E. “Chico Pereira”, e no dia 24 de abril, com assistidos da Associação das Pessoas com Deficiência de Tatuí (APODET), ampliando o alcance da proposta e promovendo o diálogo em diferentes espaços.

Desta vez, o público poderá conferir a montagem completa, com interpretação do grupo Falsa Modéstia, formado pelos atores Pedro Couto, Erica Pedro e Fernando Goivinho. O projeto, idealizado por Pedro Couto, foi contemplado pelo edital de cultura “Carlos Ribeiro”, promovido pela Prefeitura da Estância Turística de Tatuí, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer.

Ao unir arte, saúde e cidadania, o espetáculo reafirma que a chamada “loucura” também é território de humanidade, sensibilidade e criação. Como eternizou o personagem “Profeta Gentileza”: “gentileza gera gentileza” e é justamente por meio dela que se inicia a transformação de olhares e a superação do preconceito.

Alinhado à Agenda 2030 da ONU, o projeto dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 3 - Saúde e Bem-Estar, ao promover a conscientização sobre a saúde mental; o ODS 10 - Redução das Desigualdades, ao combater o estigma e a exclusão social; e o ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao fortalecer o acesso à cultura e incentivar a construção de uma sociedade mais inclusiva, acolhedora e participativa.

 

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